domingo, 27 de fevereiro de 2011

1000!

              Não chega a ser uma postagem oficial, mas gostaria de agradecer pelas visitas que tenho recebido no meu blog - mil visualizações! Quando o criei, imaginei que um punhadinho de pessoas fossem ler (contados nos dedos de uma mão) e que em pouco tempo não iria mais querer escrever nada - algo momentâneo, só p'ra compartilhar minhas ideias. Obrigado meus fiéis seguidores - vocês fazem eu querer escrever mais! Saber que uma pessoa leu algum texto meu, mesmo que não tenha gostado, já me alegra bastante. Mil visualizações não é lá grande coisa, alguns que conheço chegam a mais de cem mil, mas mesmo assim só tenho que agradecer.

Agradeço aos que respiram,
Aos que me fazem caminhar,
As pessoas que acompanham,
E as que eu posso acompanhar.
(...) 
Enfim eternamente grato por tudo
Pelo que virá, por sentir a certeza
Que quero viver, partilhar o mundo convosco.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Nada dura para sempre

               Primeiro livro que darei uma breve comentada. Nada dura para sempre foi escrito por Sidney Sheldon e publicado em 1994. A história passa-se em San Francisco e gira em torno de três personagens: Kate Hunter, Betty Lou Taft e Paige Taylor - todas residentes do hospital Embarcadero. O livro é fascinante, com personagens muito bem trabalhados, com histórias de vida e personalidades distintas (e que histórias!) e que prende a atenção do começo ao fim. Li esse livro de quase 400 páginas em pouquíssimas horas. Eu não pretendo estragar a surpresa de quem for ler, mas deixo, pelo menos, uma sinopse p'ra que sintam um gostinho da trama.
            No exercício de uma das mais nobres profissões, três jovens médicas se vêem envolvidas com drogas, a Máfia e um assassinato. Das decisões entre vida e morte nas salas de operação às tensões dos tribunais, passando pelas ambições e medos de médicos, assassinos, amantes e traidores, Sidney Sheldon revela os bastidores de um hospital neste romance que confirma sua habilidade na criação de tramas envolventes - um talento reconhecido por milhões de leitores em mais de 100 países.
              Recomendo mesmo! Leiam, leiam, leiam! Se pudesse, até emprestava.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eu levo seu coração comigo

Eu levo o seu coração comigo, eu o levo no meu coração.                                          Eu nunca estou sem ele: Em qualquer lugar que eu vá, meu bem,                               e o que quer que seja feito por mim é o que você faria, minha querida.
Tenho medo da minha sina, pois você é a minha sina, minha doçura.                                                                                                                   Eu não quero nenhum mundo (pois, linda, você é meu mundo, minha verdade)
           E você é o que quer que seja o que a lua signifique,
           e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar.                                                                               

Aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
Aqui é a raiz da raiz, e o botão do botão, e o céu do céu de uma árvore chamada vida,                                                                                                                      que cresce mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder.            E isso é a maravilha que mantém as estrelas distantes.

Eu levo o seu coração: Eu o levo no meu coração

                                                                      e. e. cummings* (1894-1962)

*Assinatura do poeta, com letras minúsculas mesmo.
¹ Algumas adaptações foram feitas por mim p'ra tradução ficar melhor ao meu ver.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O coração retorna ao lar


Quando você ama alguém tão profundamente
Ela se torna parte de sua vida,
E é fácil suprimir os medos internos.
Cegamente eu imaginei
Que poderia te manter dentro de um vidro;
Agora eu entendi que para ter você
Eu devo abrir minhas mãos
E ver você subir.
Abra suas asas e prepare-se para voar;
Porque você se tornou uma borboleta.
Oh,voe alto rumo ao sol;
Se voltar para mim
Nós verdadeiramente eramos para ser.
Então abra suas asas e voe.
Tem que florescer na luz.
Cavalos selvagens devem correr livres
Ou seus espíritos morrem.
Você me deu a coragem
Para eu ser tudo aquilo que eu sempre quis
E sinceramente,sinto que seu coração
irá conduzi-la de volta para mim
Quando você estiver pronta para pousar.
                                                                              Autor anônimo

             Dedicada a uma amiga.

Cão como nós

Alguém falou da tristeza e do vazio do olhar dos animais.
Via tristeza, em certos momentos, no olhar do cão.
A tristeza de quem quer chegar à palavra e não consegue.
Mas não vi o vazio. O vazio está talvez nos nossos olhos.
Quando por vezes nos perdemos dentro de nós mesmos.
Ou quando buscamos um sentido e não achamos.
O cão sabia o sentido,  o seu sentido. E nunca se perdia.
                                                                          Manuel Alegre

             Tenho paixão por cachorros! Eles guardam a pureza que não existe nos homens. Eles são instintivos e não precisam medir seus atos por não terem consciência do que fazem (Ou é o que pensamos!). Às vezes me é preferível ter junto a mim meu cão do que pessoas. Com um olhar ele consegue aliviar as maiores dores e sua presença é o bastante para preencher qualquer vazio. Adote um e seja feliz.

     Um cachorro não precisa de carrões, de casas grandes ou de roupas de marca. Um graveto está ótimo p'ra ele. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Dê seu coração p'ra ele e ele lhe dará o dele. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?
                                                                      John Grogan, autor de Marley & Eu.

Escolha teu jeito de amar



          Dia dos namorados! (Não aqui no Brasil, mas não quer dizer que não seja). No Lockerz estavam fazendo uma enquete: Flores, bombons ou ouro?
Daily question do Lockerz


               Minha interpretação: Gesto simples de amor, prazer momentâneo ou interesse material?
               Mas o legal é que, pelo menos, a maioria dos votos não foi para o ouro e sim para os bombons. (Quanta nobreza dessas pessoas que responderam! Espero que tenham pelo menos sido sinceros...)
               Esses tipos de data são como lembretes de que devemos transmitir nossa consideração para aqueles que gostamos. Mas não seria um gesto mais sincero se doássemos nossos votos de companheirismo em um dia qualquer? Em um dia em que realmente estejamos dispostos a querer mostrar que nos importamos? Obviamente é um pretexto para as lojinhas encherem seus cofrinhos, mas faça valer sua vontade, não a deles. Receber um presente quando menos se espera é algo de sentimento raro, por mais simples que esse presente seja. Mostra que veio de coração.
                Por que escolhi dizer que bombons são como um prazer momentâneo? A ideia é simples: consumo e descarte(tanto da embalagem, quanto do doce). No final o produto é uma merda (literalmente). Atualmente, tempo é algo escasso e tudo tem que ser o mais rápido possível. As pessoas tornaram-se  mais impacientes e se adaptaram a isso, catando "tudo que cai na rede". Esses não sabem o que é selar um pacto de amor. O tempo tornou-se um "romanticida". The lovers are losing. (como diz Keane)
                 Não deixe o tempo ditar sua vida. Não espere por um momento para se importar com alguém.
"(...)Me leve pra casa ou me deixe sozinho
Meu amor no coração escuro da noite
Perdi o caminho à minha frente
Aquele atrás de mim me guiará
(...)
Reviva o velho pecado de Adão e Eva

De você e eu
Perdoe o monstro adorador

Me faça voltar até a infância
Mostre-me a mim mesmo sem a concha
Como a chegada de Maio
Eu estarei lá quando você disser
Hora de nunca segurar nosso amor

Minha queda será por você
Meu amor estará em você
"
                                                                        Ghost Love Score - Nightwish

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Uma coisa é querer, outra é realizar


         "Inveja não é querer o que o outro tem - isso é cobiça - mas querer que ele não tenha: é essa a grande tragédia do invejoso"
Divaguem ...
     

Versos (muito) íntimos


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma
que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Augusto dos Anjos (1884 - 1914)
 

        Dedicado àqueles que já se depararam com traíras. E um brinde à vingança: doce conforto dos desapontados!

Matemática dos sentimentos

A dor que abate, e punge, e nos tortura,
que julgamos às vezes não ter cura
e o destino nos deu e nos impôs,
é pequenina, é bem menor, e até
já não é dor talvez, dor já não é
dividida por dois.

A alegria que às vezes num segundo
nos dá desejos de abraçar o mundo,
e nos põe tristes, sem querer, depois,
aumenta, cresce, e bem maior se faz,
já não é alegria, é muito mais
dividida por dois.


Estranha essa aritmética da vida,
nem parece ciência, parece arte;
compreendo a dor menor, se dividida,
não entendo é aumentar nossa alegria
se essa mesma alegria
se reparte.

J. G. de Araujo Jorge (1914-1987)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Saudade daquela amizade

A ausência da presença, machuca e fere o coração.
Cicatrizes que se abrem facilmente,
mas que se fecham com a recordação.

Nunca esperamos um adeus,
e mesmo que venhamos a dizer ou ouvi-lo,
que não produza em nós, um sentimento de perda total, falta de força ou coragem.
Pois esta é uma fraqueza humana ingrata, inata.

A verdadeira saudade é sentida por pessoas que se amam
e se prezam e que neste maravilhoso vinculo de união,
expressam constantemente sua presença.
Alegram-se com as suas realizações e sucessos.
Preocupam-se com suas derrotas e desilusões.

Mesmo que seja sentida dolorosamente,
esta perda de convívio é superada pela alegria das lembranças,
que estarão cada vez mais vivas em nossas mentes,
e marcadas com carinho em nossos corações.

Apesar da imensa solidão que sentimos no íntimo,
uniremos forças para estarmos sempre felizes, pois,
sem dúvidas, estaremos sendo lembrados pelas mesmas
pessoas em que estamos pensando neste exato momento,
Com as mesmas preocupações, alegrias e saudade...

                                                                      Neviton M. Barbosa

               
             A amizade é um dos sentimentos mais bonitos que existe. É o vínculo formado por duas pessoas que compartilham, talvez, opiniões parecidas, gostos semelhantes, experiências em comum. É ter preocupação pelos problemas do seu amigo e felicidade pelo seu sucesso.
            Porém ela possui um inimigo à altura: a falta de convivência. O que tinham em comum pode não mais ser um suporte suficiente para manter seus laços afetivos. As pessoas mudam.
            Reconheço que perdi muitos amigos, algumas vezes por divergência de gostos (não ia com a cara dos seus novos 'amiguinhos'), isolamento geográfico (distância física, nada relacionado com Evolução), problemas com horários e por conta de novas atitudes que acabei desaprovando. Só posso dizer que sobrou em mim muita saudade, pois não se encontra mais amigos como aqueles. (Pois nesses tive muito mais tempo para aproveitar; não que os novos não possam ser tão bons quanto: na verdade conheci muitas pessoas interessantes)
            Tenho a impressão que todos me acham antipático - não os culpo pois sou fechado mesmo (Na verdade tornei-me fechado). Eu não tento conquistar a confiança dos outros, se acontece, é natural. Não recebo  visitas em casa - na verdade, se quero que alguém me visite, tenho que convidar e, mesmo assim, não há garantia de resposta. Dediquei todo meu tempo para garantir meu futuro e só pude cultivar amizades com aqueles que trilhavam o mesmo caminho. Aos outros peço apenas desculpas; reconstruir os momentos, só na nostalgia, porque criar novos... vejo que não será possível. Queria não ficar só na saudade,  montar novas lembranças apartir de novos bons momentos para apenas lembrar, sem ansiar ardorosamente para que algo aconteça alguma vez mais. Saudade é sentir falta de alguém, e, para isso, ela deve estar ausente. Cura mais simples é manter aqueles que se estima junto a nós.
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.
                                                                        Clarice Lispector
            A amizade é como um castelinho de areia: deve ser construído com muito cuidado e paciência, na medida certa. O processo é demorado e soa que nunca vai ter fim, e sem perceber, com muita facilidade uma onda pode destruí-lo. Só resistirá os castelinhos que forem bem construídos pelas mãos dos dois. Mas mesmo assim, nada impede que um dos arquitetos venha um dia e destrua sua criação.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Não me sorrias um não-sorrir


Por favor não me sorrias um não-sorrir
porque antes o teu cuspir em minha face
que o teu abrir a boca
projetando o que
tu pensas
ser um sorriso

Por favor não me sorrias um não-sorrir
porque só o que vejo
são dentes
e a desilusão de nunca mais ver
                                                                   teu sorriso-sorriso
que tanto me cativava

Por favor
Por favor
Não me sorrias um não-sorrir
Antes, cuspa em minha face

                                    André Lacasi

         Um sorriso pode vir a ser um dos maiores guardiões de nossa mente. Ele demonstra os nossos sentimentos de muitas maneiras: transbordando nossa felicidade aos olhos dos outros, constrói uma boa imagem para quem vê. Ela pode ser sincera ou polida pela ocasião (para dar sinal de educação). Existem muitos sorrisos. Há aquele que surge da alegria, outro que vem quando ficamos sem-graça; o que surge para não desencorajarmos alguém e aquele que desponta falsidade. Um sorriso pode ser a porta para nossa cabeça. Receber um sorriso pode ser a força que faltava para incentivar nosso dia. Esse movimento de músculos faciais pode ser tão misterioso quanto um segredo e só depende de nossa intenção para que cumpra seu papel - o de mostrar um quê de felicidade. Então sorria, você não está sendo filmado, mas está sendo visto por alguém que talvez precise.

De um dia para outro a esperança surge



       Último dia do ano! 2011 já está pedindo licença para assumir seu mandato. Todo ano vem e vai e no dia 31 de dezembro aguardamos ansiosamente pelo fim do dia para que se dê início à mais um ano. Muito champagne e fogos de artifício por todo lugar quando badala no relógio meianoite, festejando... Festejando o que mesmo?! Não há exatamente um motivo verdadeiramente lógico: só está se iniciando um novo ciclo de 365 dias e 6 horas. Mas o que prevalece é o desejo de um ano melhor, com mais sucessos acontecendo em nossas vidas. Apesar da falta de motivos que levam à essa comemoração, essa data vem à calhar: ela arrebanha pessoas por todo o mundo, unindo-as momentaneamente, todas com desejos positivos de prosperidade. E, por isso, desejo a todos meus leitores um excelente ano novo, com muitas conquistas e coisas boas - não só no ano vindouro, mas por toda a vida. 

       Ah, aproveitem bem 2011 porque, segundo os maias, 2012 é o ano!

P.S.: Se alguém puder me explicar satisfatoriamente o porquê dessa comemoração, eu ficaria feliz.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A virtude da inocência

    
         Quando eu estava no último ano do ensino médio, minha turma foi incubida da missão de criar uma peça de teatro para as crianças do colégio. Para nós, nada do enredo parecia ser bom. P'ra mim, não tinha absolutamente nada de interessante! No final, pude notar que as crianças gostaram muito! Eu as subestimei.
         Como fico triste quando vejo crianças ultimamente! Não é por elas em si, mas pela virtude que elas trazem consigo: a pureza da inocência -o que me dá uma pontada de inveja. Para elas um sorriso vem fácil. Para elas não existe segundas intenções ou malícia. Palavras compridas e difíceis as divertem. Não temem parecer ridículas, não tem medo de sonhar. E, além de tudo, possuem uma curiosidade invejável - e dizem que a curiosidade move o mundo!

         Quem nunca ouviu quando criança um "não fale com estranhos"?! Há um motivo para os pais largarem essa sentença - na verdade dois: o primeiro prezando pela segurança das crianças e o segundo porque infantes confiam em todos. E essa simples frase pode ser o início da destruição dos vínculos entre humanos, incentivando os pequenos a já desconfiarem do seu próximo. Como seria interessante viver n'um mundo onde tu não tem medo dos outros. Pena que é impossível: os humanos "são produtos com um pacote de defeitos instalados na sua 'memória interna'(vulgo cérebro)".

        Crianças absorvem de tudo. Minha mensagem final então é essa : Tente ser o exemplo das crianças, mostre o que há de bom na vida - certamente elas irão aprender. Mas não só ensine, aprenda também: uma dose de inocência sempre cai bem.

sábado, 20 de novembro de 2010

Harmonia


       Música que é música tem que ter um toque atraente, ter algo no seu chame a atenção. Música é uma sequência harmoniosa de sons onde não há destaque entre os instrumentos. Não que eu despreze um bom solo, mas que todos eles tenham participação importante na composição da melodia. Música perfeita é aquela que transmite pelos sons exatamente o que a letra propõe: nostalgia, alegria, tristeza, não importa, simplesmente apoia a mensagem que a letra quer passar.

Não tire a alma do corpo - nem a sua, nem a do seu próximo

     Dia desses 'tava voltando de trem pra casa, fiquei n'um cantinho discreto do veículo até que entra um casal: suas mãos se enlaçavam n'um abraço vigoroso, suas ventosas se encontraram e saiu aquele beijo desentupidor que só faltava arrancar a alma um do outro, liberando ruídos desagradáveis de se ouvir. Desejei que o 'cantinho' fosse um pouco maior, pois quase fui esmagado contra a parede pelo casal na sua discreta troca de carinho.
        Que chato deve ser tu estar em um lugar e alguém fazer algo que destrua a vibe harmoniosa do local, não? Pois é, discrição e bom-senso é o que falta a muitos. Isso não é exatamentte tratável: ou você é discreto... ou você é discreto! A única coisa que posso afirmar é: "Não transforme suas ações n'uma atividade coletiva: você será mal visto!". Alguém pode afirmar: "Eu faço o que eu quiser", "não devo nada à ninguém", entre outras variantes [Odeio esses revoltados, mas  devo pensar neles quando escrevo] Não disse que não deve fazer certas ações: na verdade até encorajo - sinal de que tu tem personalidade (ou, chulamente, tem culhão!) p'ra esbanjar. Mas, cada ação tem seu momento.
       Aposto que você não almoça sentado no vaso sanitário ou começa a contar piadas n'um velório - Porque não é exatamente o correto a se fazer nessas ocasiões. Isso é o bom-senso e, infelizmente, algumas pessoas são desprovidas disso.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Apoio ao mendigo chinês



    Em uma aula de geografia falávamos acerca de demografia, países populosos, povoados, etc... Em certo ponto, chegamos na China, país com mais de 1 bilhão de habitantes e que possui um grande crescimento no PIB, mas muita desigualdade social. Nesse momento, tentei imaginar um mendigo chinês: não consegui.
      Como é possível não poder imaginar algo que acontece a nossa volta (Ok, a China não é exatamente aqui) e, ainda por cima, todos os dias? Simples: nunca pensamos nos outros, nossos pensamentos estão voltados sempre à nós mesmos ou ao que nos mostram - às vezes nem assim vemos a realidade, pois só damos atenção àquilo que nos interessa. O mundo exije que nós lutemos por nosso espaço, alguns portando alguma vantagem; outros, apenas a vontade de vencer. Porém, batalhamos com tal afinco que não temos tempo de olhar p'ro lado, àqueles que precisam de ajuda. Por que não ajudamos?!


      Agora talvez seja o que acontece com a maioria quando veem alguém pedindo esmolas "Como é que vou ajudar essa pessoa?". Sempre fica essa dúvida. Dói no coração não poder realmente fazer algo para auxiliar essas pessoas: nossa ajuda não vai ser a salvação dos problemas desse indivíduo, mas elas dependem de nossas contribuições para seguirem vivendo. Certa vez me contaram: "Eu dei 1 real p'ra um mendigo comprar algo pr'a comer e, no fim, ele comprou uma pinga!". Tá, não foi muito sensato da parte do sem-teto ter feito essa ação, mas se tu quer que a pessoa coma, dá comida, não dinheiro! Alguns querem sentir-se bem com esses gestos, mas, ao mesmo tempo, querem ver seu dinheiro sendo utilizado de acordo com suas vontades.

      O sistema capitalista é o responsável por esses episódios: ele é um sist
ema excludente que desenvolve-se através do sacrifício de alguns para que outros vivam bem. Nele há a eterna batalha por alguns pedaços de papel que determinam o nosso poder de aquisição - o dinheiro. Por ele, destruímos o espaço em que vivemos e aqueles que vivem ao redor.

      Os índios possuíam um sistema em que eram delegadas as atividades entre os habitantes de uma tribo dependendo do seu gênero: os homens eram responsáveis pela caça e pesca, enquanto as mulheres tinham como obrigações cuidar das crianças e fazer a coleta de alimentos. Essas funções eram desempenhadas quando preciso, não havendo estoques desnecessários de comida - diferente dos povos ditos 'civilizados', dos quais abusam dos recursos fornecidos pela natureza. O que conseguiam recolher do ambiente era distribuído para os habitantes da tribo: para todos. Os 'selvagens' são aqueles que possuem os corações mais puros, são aqueles que sabem realmente viver em grupos.

      Tornar a se importar com o seu próximo é a melhor solução p'ra esse impasse. Daí, talvez, eu não precise imaginar como é um mendigo chinês.

sábado, 6 de novembro de 2010

As faces



       Em algum momento da vida, pensamos em alguém e logo associamos: "Poxa, como esse cara é chato!" ou "Essa daí deve ter uma vida perfeita! Que VACA!". Porém, por algum motivo, nunca imaginamos a razão que as torna assim. Por que fulano fala tanto?! Talvez essa pessoa esteja tentando conquistar a afeição de alguém, ou sente-se insegura quando em silêncio, ou ela simplesmente goste de enumerar fatos que acontecem na sua vivência. Como vamos saber?

      O fato é que sempre "pensamos" primeiro no produto que temos a nossa frente, formulamos uma imagem (Que muitas vezes não é bem como imaginávamos) que se encrusta na nossa mente e acaba por nos cegar: o preconceito é inerente aos seres vivos, uma vez que é exposto a julgamentos todos os dias - julgando e sendo julgado. A solução é simples: Não podemos nos guiar pelas aparências - as pessoas são mais complexas, são moldadas pelas circunstâncias que são impostas na sua vida, das decisões que ela toma. O que ela mostra é aquilo que ela quer que vejamos (necessidade de muitos de apresentar-se a todos que nos rodeia, conhecidos ou não), o que não é de todo sincero - ela mascara seus defeitos e acentua suas qualidades (lembre-se: ela quer que vejamos algo). A melhor forma é não ser completamente fechado p'ra* tudo - dar chance para que conheçamos melhor o outro. Não estou dizendo que é errado julgar as coisas e pessoas - esse é o nosso filtro para que separemos aquilo que nos atrai daquilo que não é de nosso agrado - mas rotular tudo o que se vê e separá-las em categorias, colocando tudo no mesmo saco, não é certo. "Cada caso é um caso".
      Espero que quem ler esse texto, reflita sobre o 'tiozinho' que frequenta o bar da esquina e que vive amargurado por ter uma filha drogada e mãe solteira aos 14 anos, que trabalha como pedreiro, tendo horríveis dores no braço, e que tenta esquecer seus problemas tomando alguns goles de uma solução alcóolica e que grita injúrias à toda alma que passa por sua frente (Claro que talvez vocês não tenham tais informações de antemão). Provavelmente você vai pensar que ele é louco quando deparar-se com tal figura, mas que ele deve ter seus motivos (apesar da agressão sem razão). Todos tem motivos p'ra* serem quem são ou fazerem o que fazem: é só uma questão de tentar compreender, tentar ver o todo da situação.